Reunião ampliada aprova indicativo de greve para o dia 13 de junho, unificando movimento com os demais servidores federais



A-



A+

No dia 30 será realizada Jornada de Mobilização pelo PCS e no dia 5 de junho servidores participam de Marcha Nacional em Brasília

BRASÍLIA – 27/05/12 – A necessidade da construção da greve em todo o país para garantir a aprovação dos PLs 6613/09 e 6697/09 foi a principal conclusão da reunião ampliada da Fenajufe realizada no sábado, 26 de maio,em Brasília. Apósfazer uma ampla avaliação sobre o quadro de mobilização nos estados, a partir das atividades promovidas pelos sindicatos nos dias 9 e 17 de maio [dias nacionais de luta da categoria] e também das assembleias que discutiram a deflagração do movimento grevista, os delegados da ampliada aprovaram um calendário de mobilização que indica uma nova data para a greve dos servidores do Judiciário Federal e do MPU: o dia 13 de junho. Com essa decisão, a Fenajufe vai indicar às demais entidades nacionais dos servidores públicos federais, que se organizam no Fórum Nacional de Entidades dos SPFs, a mudança da data da greve unificada do funcionalismo do dia 11 de junho para o dia 13 de junho.

O objetivo da categoria, a partir das avaliações feitas durante a ampliada, é deflagrar uma greve em conjunto com todos demais setores do funcionalismo, considerando que a política do governo federal continua sendo a de não atender a pauta unificada apresentada em fevereiro, quando foi lançada a Campanha Salarial de 2012. Para a maioria dos servidores que fez intervenções na reunião de sábado, somente um movimento unificado será capaz de derrotar a política de congelamento salarial imposto pelo Palácio do Planalto. Além do Judiciário Federal e do MPU, outras categorias já aprovaram o início da greve em junho, sendo que os docentes da Instituições Federais de Ensino, organizados no Andes-SN, já estão em greve desde o dia 17 de maio nas principais universidades federais do país.

Jornada de mobilização pelo PCS no dia 30 e marcha à Brasília no dia 5 de junho

O dia 30 de maio, indicativo aprovado na XVII Plenária Nacional da Fenajufe,em São Luis-MA, continua no calendário nacional da categoria como um dia de jornada de mobilizações pelo PCS. Neste dia, alguns estados promoverão paralisações, como é o caso do Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Maranhão, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba e Espírito Santo.Em Mato Grosso, a categoria decidiu deflagrar a greve por tempo indeterminado no dia 30, mas o indicativo voltará a ser debatido em assembléia geral nesta segunda-feira, 28 de maio. No Distrito Federal, o sindicato vem promovendo rodada de assembléias setoriais, que culminará em uma assembléia geral no STF no dia 30 de maio, já com o indicativo de greve por tempo indeterminado. Os demais sindicatos promoverão atos públicos, trabalhos de corpo a corpo com os servidores e assembléias para discutir a construção da greve.

Embora as entidades tenham apontado as dificuldades que têm enfrentado em seus estados para deflagrar o movimento grevista, considerando alguns motivos, como as retaliações praticadas por várias administrações de tribunais, que traz reflexo até hoje para os servidores que fizeram as últimas greves, todos ressaltaram a necessidade urgente da construção da greve. No entanto, como a maioria dos estados ainda não havia aprovado iniciar a greve a partir do dia 30, as avaliações levaram à mudança no calendário, aprovando o dia 13 de junho para a greve unificada. “Não temos dúvida que a greve é fundamental neste momento. Se em alguns estados não é possível deflagrar a greve por tempo indeterminado agora, então que façam algum tipo de mobilização, como paralisações, atos e assembléias, preparando a categoria para a entrada no movimento. É importante que todos promovam mobilizações até conseguir deflagrar a greve. É fundamental, ainda, trabalharmos em conjunto com os demais SPFs, que, como nós, estão em campanha salarial. As reuniões que estão ocorrendo do ministro Ayres Britto com parlamentares e representantes do governo, conforme ele nos informou, não garantem que as negociações de fato estejam ocorrendo. Além disso, historicamente os nosso PCSs saíram com a categoria nas praças e nas ruas e não em reuniões nos gabinetes com ar condicionado e água gelada”, disse o coordenador Jean Loiola, ao ressaltar a necessidade de todos os sindicatos garantirem a construções da greve.

Paulo Falcão, coordenador da Fenajufe e diretor do Sindjus-AL, fez o mesmo apelo sobre o movimento grevista. O dirigente sindical considerou as dificuldades de alguns estados, mas ressaltou que todos devem ter o compromisso de, ao voltar para as suas bases, trabalhar o início da greve com a categoria, em todos os locais de trabalho. “Precisamos ter clareza que ao tomar a iniciativa de procurar setores do governo e o Congresso para negociar, o ministro Ayres Britto apenas cumpre com uma obrigação, que o presidente anterior do STF, Cezar Peluso, não cumpriu. Mas não podemos acreditar que com isso as coisas estejam resolvidas. Precisamos sair daqui com o compromisso de fazer a luta permanente com a categoria. O dia 30 é o ponta pé inicial de nosso movimento”, afirmou Falcão.

Para Zé Oliveira, coordenador geral da Fenajufe e do Sintrajufe-RS, os sindicatos precisam convencer os setores da categoria que estão descrentes em construir uma nova greve pelo PCS. “Precisamos convencê-los sobre a importância do movimento e conscientizá-los que somente a luta vai resolver esse impasse em torno do nosso PCS. Mesmo com toda a movimentação feita por Ayres Britto e Cármen Lúcia [presidente do TSE], não temos dúvida que é a greve que vai garanti avanços para aprovar a revisão salarial. Nesse sentido, precisamos sair daqui com um calendário unificado e mobilizar todos os estados e o DF a construir o movimento nacional de greve”, ressaltou.

Depois da Jornada de Mobilização pelo PCS no dia 30 de maio, a categoria terá um compromisso com os demais setores do funcionalismo público federal, que será a Marcha Nacional à Brasília em 5 de junho. O objetivo central dessa manifestação é cobrar do governo, mais uma vez, retorno aos pontos da pauta de reivindicações unificada, apresentada em fevereiro deste ano. Essa será a terceira grande manifestação promovida este ano pelo Fórum Nacional das Entidades dos SPFs desde o lançamento da campanha. No mesmo dia da Marcha será realizada uma plenária do Fórum Nacional de Entidades dos SPFs, a partir das 15h.

O dia 6 de junho será dia de pressão na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, quando servidores de todos os estados virão à Brasília pressionar os deputados a votar o PL 6613/09, que deverá estar na pauta da sessão. Nesse mesmo dia, à tarde, será realizada uma reunião da Fenajufe com um representante de cada sindicato de base para avaliar o quadro de mobilização e discutir os rumos do movimento.

Confira abaixo o calendário aprovado na reunião ampliada deste sábado, 26 de maio

 30/05 – Jornada Nacional de Mobilização pelo PCS

05/06 – Marcha Nacional dos SPFs em Brasília e Plenária do Fórum Nacional de Entidades

06/06 – Pressão na CFT e reunião da Fenajufe com um representante de cada sindicato de base

13/06 – Indicativo de greve nacional unificada

05/07 – Apagão na Justiça Eleitoral

A reunião ampliada também aprovou que tão logo a greve seja deflagrada será instalado o Comando Nacional de Greve, em Brasília, com um representante de cada sindicato cuja base esteja em greve.

Fonte: Fenajufe – Leonor Costa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Precisa de ajuda?