Perfil: Claudineas de Jesus Souza

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A música “Bem Que Se Quis” de Marisa Monte serviu de fundo musical para a entrevista com a técnica em enfermagem do TRT Claudineas de Jesus Souza.  Neia, como todos a conhecem, foi escolhida para inaugurar este espaço na página da Ajustes como forma de homenagear todos os profissionais de saúde.

Neia herdou da mãe enfermeira a vocação para cuidar dos outros.  O apelido veio de infância, pois todos os seus seis irmãos têm nomes iniciados pela sílaba “Clau”. A mais velha, Cláudia, é a única chamada pelo nome; os demais, como não podia deixar de ser, ganharam apelidos.

Vinda de uma família grande, a Chefe do Setor de Saúde do Tribunal sabe, como poucos, ouvir. Conhece todos os servidores pelo nome. Sempre acompanhando de perto a saúde de tantos colegas, neste último ano, viu seu trabalho triplicar. No começo da pandemia, seu telefone deixou de ser pessoal para ser “do pessoal”, brinca, e “o horário de trabalho elasteceu”. Dúvidas sobre a Covid não deram descanso.

Como profissional da saúde aconselha todos a terem uma válvula de escape, seja ouvindo música, lendo um livro ou descobrindo um novo hobby, e é categórica: “momentos de tristeza e medo são naturais, mas se após 12 meses a pessoa não conseguiu organizar a rotina e ainda está misturando muito a vida pessoal com o trabalho, é hora de procurar ajuda profissional. Momentos de lazer são essenciais”.

E ela sabe do que está falando. Um dos programas favoritos é encontrar amigos para uma cervejinha. Com um sorriso maroto, afirma que: “um pouquinho só não faz mal”. Ela também adora uma festa e Carnaval é um dos seus feriados favoritos. É quando deixa a monotonia da roupa branca de lado e se enche de cor. Esses programas, claro, deixaram de ser feitos por conta da pandemia, mas tem assistido lives de seus cantores preferidos com amigos e família. Cada um na sua casa. Ela curte ao lado da filhota Stephane e da mãe D. Izaltina que mora em Brasília, mas está passando uma temporada com a filha.

Neia nasceu no Distrito Federal e prestou concurso para o nosso Regional sem conhecer o Estado do Espírito Santo. Ao chegar, encantou-se pelo lugar. Quando descobriu que o dia e mês de seu nascimento eram o mesmo do aniversário da Cidade de Vitória, não teve dúvida: tinha escolhido certo. “Nunca mais trabalho no meu aniversário” — disse à família. Para quem gosta de festejar a data de nascimento, foi um presentão.

Neia já fez parte da diretoria da Ajustes na administração de Antônio Gomes e contribuiu com seu trabalho para a fama justificada que a Associação tem de sempre realizar boas festas.

Aliás, a colega aproveita para pedir um “festão”, assim que “tudo passar”. Pegando carona na música da sua cantora favorita, tocada repetidas vezes, desde o início da entrevista, perguntamos a colega só para confirmar se “Depois de tudo ainda dá para ser feliz?” Ela, sem pestanejar, afirma: “Sim, ainda vamos nos reunir e poder nos abraçar. A felicidade está sempre ao nosso alcance”.

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