Entrevista: Enzo Magliano Queiroz

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Samba, cerveja, churrasco com a família e amigos. Precisa mais do quê para Enzo ser feliz? Do tantam, mas como tocar tantam significa reunir gente, há algum tempo anda afastado do instrumento de percussão. A paixão pelo ritmo brasileiríssimo atribui ao pai. Seu José sempre gostou de cantar. O colega costuma dirigir ao som do grupo Fundo de Quintal e entre os cantores favoritos estão Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho.

Deixando a vida lhe levar, Enzo já foi longe. Em 2019, viajou para Doha, no Qatar, só para ver o Flamengo disputar a decisão do Mundial de Clubes. A vitória não veio, mas isso não abate o torcedor que já está doutrinando os filhos Theo de 4 e Luca de 2 anos, a dividirem a paixão.

A duplinha dá muitas alegrias, mas também bastante trabalho ao papai, responsável pelo café da manhã da família e pelas brincadeiras matinais. Com uma diferença de idade pequena, as brigas são constantes, principalmente pelos brinquedos. “É meeeeu!” é uma frase comum e aí, pelos poderes de Grayskull… Não, ele não usa a força. Resolve a situação com diálogo.`As vezes coloca um deles de castigo para pensar melhor no que fez. “O menor é o mais espoleta e mal passa um minuto, olha pra mim e diz “Eu já pensô”. Enzo ri ao contar, mas garante fazer cara de sério para manter o moral.

A escuta, a conversa, a resolução de uma contenda estão presentes também no dia a dia do trabalho. Enzo é o coordenador do Centro de Conciliação do TRT (Cejusc). Tudo lá é pensado para facilitar o acordo: a mesa redonda, as plantas, o fato de não usarem um microfone para chamar as partes. “Vou até elas e as convido para entrarem na sala. Pequenos detalhes, grandes diferenças.”, conta empolgado. No Cejusc vem colhendo sucesso e consegue fazer com que as partes se entendam sem precisar mandar ninguém para o “Cantinho do Pensamento”.

Para distrair a mente e desestressar da rotina, pratica esportes. Participou das três últimas Olimpíadas da Justiça do Trabalho e vem colecionando medalhas. Concorre em vôlei de praia, futsal, atletismo e handball. O colega revela ser um amante da atividade física desde muito jovem. “Me lembro na adolescência, minha mãe me levando de um lado para outro para jogar. Saía do vôlei, trocava de roupa no carro para chegar ao futebol já com o uniforme”.

Lembranças de família são muitas e estar com eles é o programa favorito. O nome, de origem italiana, é influência da mãe, Silvana. A avó, Dona Maria, é uma legítima nona. Antes da pandemia, Enzo, a esposa Ana Carolina e os filhotes batiam ponto, todo domingo, na casa dela para saborear una bella pasta.

O colega não vê a hora de voltar a fazer todos os programas suspensos por conta da pandemia e também tem novos projetos. Entre eles, levar os pequenos à Itália para conhecerem suas origens e a esposa para uma nova lua de mel.  A gente torce para o batuqueiro poder reencontrar também o tantam e, assim, revisitarmos o dito popular: quem gosta de samba, bom sujeito é.

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