Entrevista: Arnaldo Gomes Soares

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Energia é o que não falta ao colega Arnaldo Gomes Soares, técnico judiciário – especialidade Telecomunicações-Eletricidade. Afinal, não é qualquer um que acorda antes do dia clarear, para, às 6h, já estar se exercitando dentro d’água, não, o clube não é ao lado de casa.

Arnaldo mora em Vila Velha e segue até Vitória para dar suas braçadas. Há dias em que nada na piscina, graças a um convênio da Ajustes; em outros, em mar aberto, na Curva da Jurema. E, pasmem, natação nem é seu esporte favorito. “Fui atrás da natação porque achava não saber nadar; nas aulas, tive certeza. Nada sei”, brinca.

Que nada! Não acreditamos nessa história de nada, nada. Quem sempre esteve envolvido em atividades físicas tem facilidade para a prática esportiva, seja ela qual for.  E, desde muito novo, Naldinho, o filho do meio de cinco irmãos de Dona Benedita e de seu José gosta de esportes. É hereditário. O pai chegou a jogar futebol, na categoria que hoje se chama Sub-15, no Flamengo, entretanto, uma torção séria no pé interrompeu umapossível e promissora carreira de jogador profissional.

O passado paterno o influenciou na paixão pelo time rubro-negro, mas o menino nascido em Campos dos Goytacazes jogou, na adolescência, pelo Goytacaz Futebol Clube. “Eu me divertia, mas não tinha qualquer talento especial com a bola”, afirma. Os estudos o afastaram dos treinos e da cidade de Campos. Foi para a capital do Rio cursar Engenharia Elétrica.

Não ficou muito tempo na Cidade Maravilhosa, nem no curso de Engenharia (acabou se formando em Contabilidade).  A busca pela estabilidade financeira o fez aportar em Vitória aos 21 anos. Arnaldo é do primeiro concurso do Tribunal.

Na antiga sede e no edifício das Varas cansou de “apagar incêndios”. Força de expressão, claro, mas verdade é que prédios antigos dão muitos problemas elétricos e têm dificuldade de suportar o número de equipamentos sempre crescente. Então, principalmente no verão, os disjuntores frequentemente desarmavam. O telefone de seu setor não parava, e, a todo momento, ele e o colega Fábio Gobetti estavam em alguma unidade dando suporte na área elétrica. A dupla era carinhosamente chamada pelos colegas de Faísca e Fumaça. “Nunca soube se eu era o Faísca ou o Fumaça”, brinca.

Arnaldoparticipa das Olimpíadas da Justiça do Trabalho desde a primeira edição, nas categorias: atletismo, vôlei e futebol. Não soube precisar o número de medalhas que já trouxe para nosso Regional “Umas 30, acho”, mas o feito o fez ser um dos representantes do TRT capixaba quando as Olimpíadas foram sediadas no Espírito Santo. Coube a ele a leitura do Juramento do Atleta. E para melhorar mais ainda sua performance em tantos esportes também corre quase diariamente no calçadão.

Engana-se quem pensa que o colega tira os fins de semana para descansar. Pelo menos, uma vez por mês, pega a estrada com destino a Campos para ficar com o filho Mateus, 21, cursando Medicina. Quando está em Vitória, gosta de sair à noite. Antes da pandemia, um dos programas favoritos com a namorada, a colega Isabelle Casagrande, era sair para dançar.

Atualmente, curte assistir a filmes e séries, como também ouvir uma boa música.  A banda Iron Maiden é a primeira a ser lembrada dentre as favoritas. Arnaldo, no entanto, é eclético. Tudo depende do dia e do estado de espírito, declara. Para pegar a estrada, rock. O Carnaval harmoniza com samba. Depois da praia, mergulha no pagode e, para descarregar as tensões do dia, nada melhor que se esticar preguiçosamente numa rede ao som da MPB. É quando Arnaldo recarrega sua energia rapidamente.

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